Conspiração das Folhas

Um objeto.

Uma distração.

A perda do objeto.

Um evento simples, mas que no momento que acontece e na velocidade que ocorre nos traz perguntas e dúvidas.

Um celular.

Um número.

Uma agenda telefônica.

No momento que acontece não há reflexão, só perguntas, mas logo que a cabeça esfria surgem respostas.

No momento que acontece nem a metafísica, nem o funcionalismo estrutural é capaz de entender o porquê, mas logo que a cabeça esfria, se pesa as conseqüências e se enxerga um mundo de conspirações.

No momento em que acontece meu espírito é céptico e ignora a máxima “ uma folha não cai por acaso”, mas assim que a cabeça esfria procura aprender com o ocorrido.

A perda.

A busca.

A descoberta de uma conspiração.

No momento que acontece aquilo só surge no meu caminho, mas quando a cabeça esfria, a busca do perdido revela uma conspiração e me traz da profundeza alguma explicação.

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